Esporte

Publicado em 26/07/2017

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Ex-jogadores do Esporte Clube União promovem encontros para relembrar histórias do time centenário

 

Eles já balançaram as redes, driblaram rivais e trocaram passes no meio de campo, na intermediária, na grande e na pequena área. Também já levantaram troféus e proporcionaram grandes rivalidades na cidade. Hoje eles não usam mais chuteiras, mas isso não significa nem de longe que abandonaram o time do coração. Muito pelo contrário: o Esporte Clube União continua fazendo vibrar o coração de um grupo muito especial que há muito tempo já se aposentou dos gramados.

Os ex-jogadores do Tigre vivem e revivem as histórias do centenário time de Porto Feliz. Eles se encontram todas as semanas para relembrar os causos e também para celebrar a amizade. No mês passado houve até um almoço especial que reuniu veteranos e jogadores de todas as gerações, além dos familiares.

Inaugurado em setembro de 1916, o União é um dos times mais tradicionais de Porto Feliz. Começou de forma amadora e chegou ao profissionalismo nos anos de 1958 e 1959. Naquela ocasião, o clube disputou a terceira divisão do Campeonato Paulista, que hoje equivale à Série A3 da competição estadual. “Era necessário ter influência política para chegar ao profissionalismo e se manter. Nós conseguimos por dois anos e foi uma alegria para a cidade”, lembra Moacyr Faustino, 82 anos. O ex-goleiro daquela época, Marcelino dos Santos, mais conhecido como Nene, 74 anos, não se esquece dos dérbis com a Associação Atlética Portofelicense. “O time deles tinha mais dinheiro, fazia grandes contratações, mas nunca ganhou de nós na terceira divisão. Jogamos duas vezes: vencemos por 1 a 0 e empatamos por 1 a 1”, detalha.

As recordações dos tempos de gramado são muitas. “Teve uma vez que durante o jogo caiu uma árvore em cima da trave, que era de madeira. A sorte é que eu estava adiantado naquela hora e a trave não quebrou em cima. Mas nós arramamos o travessão e continuamos jogando”, relembra Nene.
Samuel Fastino, 79, chegou a morar na sede do União e quando vai visitar o clube, a sensação é a de voltar para casa. “Meu pai era zelador do clube, eu morei aqui dos oito aos vinte anos. Esse campo era o meu quintal”, relembra, apontando o gramado.

Dos campos do União já surgiram vários craques. Um deles é o Luis Fernando Marteli Dias, 31, que está The Strongest, tradicional clube da Bolívia, que disputa a Taça Libertadores da América. Nascido em Porto Feliz, o zagueiro obteve dupla nacionalidade e hoje defende a seleção boliviana. Para manter o celeiro de craques e incentivar as novas gerações, os amigos e familiares deste grupo de ex-jogadores, junto com a atual diretoria e com a nova geração de atletas, realiza rifas, bingos, festas e encontros. “O União é a nossa vida”, diz Dayrton Faustino, 80. Uma paixão que não sai de campo!



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