Entrevistas

Publicado em 19/05/2016

Artista plástico saltense expõe obras em Portugal

Por: Marcela Cortez

Fotos: arquivo pessoal

Certamente, o mês de maio trouxe além de rotina, datas especiais e feriados, mas também oportunidades e momentos de reconhecimento, principalmente para a carreira do artista plástico Rodrigo Schiavoni, conhecido como “Bixigão”. De Salto (SP) ele ganhou o mundo e participou – junto de outros profissionais – da Exposição Internacional de Portugal, realizada em Lisboa, entre os dias 5 e 12, exibindo pinturas a óleo em que retrata diversas personalidades sob sua perspectiva.

A viagem foi acompanhada de outros brasileiros que foram selecionados pelo evento por serem autores de obras que ressaltam a cultura e o estilo de vida no Brasil.

Carreira

Foi então aos 32 anos, e marcando presença em outro país, que Rodrigo concretizou mais uma etapa da sua história. Crescendo no meio artístico, foi incentivado a desenhar já na infância. Com o tempo, passou a aprimorar o que aprendia. “Na adolescência, aos 15, fui convidado a dar aulas, por um professor de artes que já me conhecia. Aceite! Foi enriquecedor”, lembra o pintor.

Com muito estudo de técnica, Rodrigo afirma que o aspecto da Arte que mais simpatiza é o período de Renascimento e Barroco, observando nomes e formas de Michelangelo, Caravaggio, Leonardo Da Vinci, Rembrandt e outros. “Esses eram meus estímulos”, diz.

Carlos Alberto TELA“Sempre fui apaixonado por expressões, então estudei a anatomia facial. Comecei fazendo retratos a grafite e pastel. Mas o lado do humor falou mais alto, quando comecei a distorcer e fazer caricaturas, enfatizados pelos traços mais marcantes da pessoa. Também me encontrei na técnica do óleo sobre tela e assim, retrato temas e personalidades de acordo com o que vejo, dando um toque de humor para astros de rock a versões de obras famosas, como a Monalisa”, diz.

Na veia artística, Rodrigo ganhou os olhares do público. Retratou diversas faces em uma só obra para representar o povo brasileiro e a grande paixão pelo futebol. “Para mostrar minha versatilidade como pintor, retratei o povo brasileiro numa pintura mais acadêmica, que significa que é algo mais sério, contraponto uma personalidade mundialmente conhecida do nosso país. Carreguei no humor e distorci o Neymar, fazendo uma caricatura, já que o esporte é diversão”, afirma.

Novos voos

A experiência em Portugal foi gratificante, de acordo com Rodrigo. Para ele, estar presente para um novo povo, com costumes e hábitos diferentes se torna especial. “Além desta vivência, em 2012, estive a bordo de um cruzeiro com uma exposição itinerante que percorreu águas do Brasil, Uruguai, Punta Del Leste e Argentina. Também levei obras para o nordeste brasileiro. Fui a Minas Gerais, participando do evento Arte nas Gerais; em Belo Horizonte; João Pessoa na Paraíba, ocupando espaço no Ciência e Arte, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer; inclusive também na exposição “Chaves”, no Memorial da América Latina, em São Paulo”, conta ele, acrescentando:

“Em outro momento, estive pessoalmente na entrega da obra “A praça é nossa” para o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, com a retratação do famoso banco da praça, acompanhado dos personagens Golias e Carlos Alberto”, diz.

Evento 06Cultura

Se a pergunta é “qual o papel da Arte para você?”, Rodrigo responde: “é transformadora! As pessoas precisam de cultura, porque a maioria das coisas que vemos e usamos foi criada a partir de uma ideia, um rabisco ou esboço. Socialmente falando, podemos mudar comportamentos e garantir um melhor futuro para quem se alimenta dela”, conclui.

 



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