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Publicado em 26/12/2017

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Ações e cuidados podem evitar a proliferação da dengue no verão

O verão chegou e traz com ele as condições ideais de temperatura e umidade para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Por isso é preciso seguir consciente, tomando cuidados essenciais para evitar a proliferação desse grande vilão.

Bastam apenas 10 dias para que uma fêmea do Aedes aegypti nasça, desenvolva-se e se torne capaz de transmitir os vírus. E com o tempo médio de vida de 45 dias, um único mosquito pode infectar até 300 pessoas. Esse ciclo rápido reforça a necessidade de atenção diária para extinguir criadouros com água parada e limpa, onde ela deposita os ovos.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, até 18 de novembro de 2017 foram notificados 241.218 casos prováveis de dengue em todo o país, uma redução de 84% em relação ao mesmo período de 2016 (1.465.847). Os casos prováveis de febre chikungunya foram 184.525, uma redução de 32% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 272.805 casos. Já de casos prováveis de zika foram contabilizados 16.927, uma redução de 92% em relação a 2016 (214.418).

Seja em casa, na rua ou no trabalho, atitudes pequenas podem fazer toda a diferença. Veja algumas indicadas pelo Governo:

  • Mantenha caixas d’água, tonéis, barris e outros reservatórios de água fechados

Lembre-se: o criadouro do mosquito é a água parada. É lá que ele coloca seus ovos e se multiplica. Com esses cuidados, o acesso do Aedes aegypti a reservas de água fica muito mais difícil. Faça o mesmo com vasos sanitários que não são usados ou são usados com pouca frequência.

  • Lave os reservatórios de água semanalmente

Os ovos do mosquito podem viver mais de um ano no ambiente seco, então, é essencial lavar reservatórios de água com água, bucha e sabão. Ao acabar a água do reservatório, é necessário fazer uma nova lavagem nos recipientes e guardá-los de cabeça para baixo. Faça o mesmo com vasinhos de planta, sobretudo as aquáticas.

  • Coloque areia em vasos de planta ou cacos de vidro

Boa parte dos criadouros estão em pratos de vasos de plantas que acumulam água. Além de garrafas e cacos de vidro colocados no alto dos muros para segurança.

  • Não deixe água acumulada na laje ou nas calhas

Remova folhas, galhos e outras sujeiras que podem impedir a água de escorrer por completo, ficando acumulada nesses locais.

  • Cuidado com a água de piscinas e de fontes

A limpeza e manutenção devem ser feitas com os produtos adequados. Lonas utilizadas para cobrir a piscina, materiais de construção ou outros objetos devem estar bem esticados para evitar acúmulo de água.

  • Eletrodomésticos também podem acumular água

Fique atento às bandejas da geladeira ou do ar condicionado. Elas também devem ser bem limpas com sabão e bucha. Reserve um tempo para cuidar dos ralos: quando não forem do tipo que abre e fecha, coloque uma tela para impedir o acesso do mosquito à água acumulada embaixo.

  • Armazene e descarte o lixo de forma apropriada

Mantenha garrafas de cabeça para baixo, para que a água não entre e fique acumulada. Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha tanto os sacos quanto as lixeiras bem fechados e longe do alcance de animais. Também é indispensável armazenar pneus em locais cobertos.

DENUNCIE!

Quando o foco do mosquito é detectado e não pode ser eliminado pelos moradores, como em terrenos baldios ou lixo acumulado na rua, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada para remover os possíveis criadouros.



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